Felizes os humildes

22 janeiro, 2009

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Mt. 5:3

 

Algumas traduções, ao invés de bem-aventurados, dizem “felizes”, podemos também trocar o termo por “abençoados” pois é exatamente o que o vocábulo grego “makarios”, usado nesse verso, quer dizer.

 

A expressão “pobre de espírito” também pode ser dita de forma diferente, o mais apropriado seria “humildes”, ou “humildes de espírito”.

 

Essa humildade de que Jesus fala em seu sermão não é a falta de bens materiais, nem também a falta de instrução. Muitas das vezes somos compelidos a acreditar que humildade signifique ignorância, um disparate tremendo. A humildade que torna o homem feliz e abençoado, é aquela natureza desprovida de orgulho, desprovida de egoísmo.

 

O verdadeiro humilde é aquele que reconhece a sua pequenez diante da grandeza de Deus, a sua total dependência do poder e cuidado Divino. Este não tem em alta conta a si mesmo, mas considera as necessidades do seu próximo como se fossem as suas.

 

Certa vez os discípulos entraram em contenda para saber qual deles seria o maior no reino de Cristo, então Jesus disse “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, como quem serve”. (Lc 22:26).

 

O humilde na visão de Cristo é aquele que serve, não importa a posição que ocupe, estará sempre pronto a servir, ajudar e beneficiar alguém. Será prestativo, terá um coração altruísta. Ele ajudará seu colega de trabalho, de escola, seus vizinhos, parentes e para a família será uma fonte de alegria.

 

E irá mais longe, sua generosidade alcançará até mesmo aqueles que o odeiam, seus inimigos. Porque sua humildade não será humana, será como a de Cristo que “veio para servir, e não para ser servido”. As bênçãos de Cristo não se limitaram apenas aos justos, é bom não esquecer que mesmo na cruz, no momento de maior dor e agonia o Filho de Deus orou dizendo “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. (Lc 23:34).


A MAIS NOBRE CONDUTA

18 janeiro, 2008

Mais uma meditação especial dos escritos de Ellen White publicada no devocional Maranata. O texto é um aconselhamento e ao mesmo tempo um prognóstico profético, revelando a situação hodierna do mundo. 

“Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem”. Is. 1:16 e 17

Ignorância, amor aos prazeres e hábitos pecaminosos corruptores da alma, do corpo e do espírito enchem o mundo de lepra moral; mortífera malária moral está destruindo milhares e dezenas de milhares. – LA, 329.

Muitos sucumbem no pecado. Muitos estão acabrunhados. Estão opressos de sofrimentos e vicissitudes, incredulidade e desespero. Acometem-nos doenças de toda espécie, da alma e do corpo. Anelam encontrar consolo para os tormentos, e Satanás tenta-os a procurá-lo nos prazeres e divertimentos que conduzem à ruína e morte. Oferece-lhes os pomos de Sodoma, que se reduzirão a cinzas em seus lábios. Ev., 569.

Terrível quadro da condição do mundo foi apresentado diante de mim. A imoralidade abunda por toda parte. A licenciosidade é o pecado especial deste século. Jamais o vício levantou sua deformada cabeça com tamanha ousadia. O povo parece insensibilizado, e os amantes da virtude e da verdadeira piedade quase se sentem desencorajar por sua ousadia, força e predomínio. A superabundante iniqüidade não está confinada meramente ao incrédulo e escarnecedor. Quem dera fosse este o caso, mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando o Seu aparecimento não estão melhor preparados para este evento que o próprio Satanás. Não se estão purificando de toda poluição. Por tanto tempo têm eles estado a servir a seus desejos sensuais que lhes parece natural ter pensamentos impuros e imaginação corrompida. É-lhes tão impossível levar os pensamentos a demorar-se em coisas santas e puras como seria mudar o curso do Niágara e fazer que suas águas subam em direção oposta às quedas. … Todo cristão devia aprender a conter suas paixões e deixar-se controlar pelo princípio.

Se a lascívia, poluição, adultério, crime e assassínios estão na ordem do dia entre os que não conhecem a verdade, e que recusam ser controlados pelos princípios da Palavra de Deus, quão importante é que a classe dos que professam ser seguidores de Cristo, intimamente associados a Deus e aos anjos, mostrem-lhes melhor e mais nobre conduta! – LA, 328 e 329.


Lições da Criação III – Água da Vida

7 janeiro, 2008

“E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.” Gn 1:7

A Palavra de Deus nos diz que “no princípio” Deus criou os céus e a Terra. Por “princípio” entende-se um período anterior ao da semana da criação. É um tempo difícil de computar. Nesse tempo tão longínquo Deus cria uma Terra sem forma e vazia, por vazia entende-se que não continha as coisas de forma ordenada como temos hoje. Pois ela não era vazia totalmente, é nos dito que o Espírito pairava sobre as “águas do abismo”.

A água estava presente antes da semana da criação. É um dos elementos mais antigos da natureza. Elemento essencial para toda espécie de vida.

Durante a semana da criação Deus faz separação das águas, na terra a água formaria rios e mares, no céu estaria em sua forma de vapor, umedecendo o ar. Não havia precipitação de chuvas, mas a terra era regada com uma neblina (Gn 2:6). 

A vida vegetal e animal só aparecem no relato depois que o elemento “água” é devidamente distribuído no planeta.

Em vários momentos a água passará a ser usada como símbolo de vida e de purificação. 

No deserto Moisés tiraria água da rocha. Naamã, chefe do exército do rei da Síria, se lavaria sete vezes nas águas do Jordão para purificar-se da lepra. Para entrar no Santuário era preciso que o Sacerdote lavasse os pés com a água da pia. João Batista batizava os arrependidos imergindo-os nas águas do Jordão.

Certa vez, em que teve sede, Cristo pediu um pouco de água para uma mulher da Samaria. A mulher estranhou o pedido de um homem judeu, e perguntou “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?”, então Jesus lhe respondeu “Se tu conheceras o Dom de Deus, e quem é o que te diz – Dá-me de beber -, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva.”

Cristo é essa “água”, uma fonte inesgotável que sacia a sede da alma, que vivifica o espírito. Em Isaías temos a profecia “e vós, com alegria tirareis águas das fontes da salvação” (Is 12:3). 

“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (Jo 7:38). A redenção de Cristo é como um rio, cheio de vida, que corre pelo caminho, contorna os obstáculos, e ainda que seja sinuoso o caminho e ele chega ao destino.

Assim como as águas na criação eram necessária para a criação da vida animal e vegetal, assim as águas vivas de Cristo são necessárias para a vida eterna de seus filhos.

João finaliza o Apocalipse com o seguinte convite de Cristo “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.”


Lições da Criação II – Trazendo ordem do caos

3 janeiro, 2008

“E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” Gn 1:4

Encontramos nos primeiros versos do Gênesis a descrição da obra criadora de Deus, e é interessante notar que o Seu trabalho se deu da desordem para a ordem. A Terra era sem forma, e o trabalho de Deus em seis dias foi o de dar forma a este planeta.

Outro detalhe interessante é o método empregado na obra criadora. A cada momento de fazia “separação” entre um elemento e outro. Separação entre luz e trevas, separação entre águas e águas, separou também as águas da terra, a terra como porção seca e as águas separadas como mares. Separou o dia e a noite, com luminares para cada período. Cada coisa no seu devido lugar.

Tudo que Deus criou era “bom”. Não havia imperfeições e tudo estava sob Seu comando e administração.

Após o pecado instalou-se um novo tipo de caos. O caos anterior à criação era diferente desse caos, o primeiro fazia parte do plano de Deus o segundo não. Porém, da mesma forma que Deus rearranjou as coisas no início, trataria de rearranjar agora, após a queda do homem. E o método continuou o mesmo. 

Disse Deus “porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente”. Vê-se aqui uma nova “separação”. Deus diz que poria inimizade entre a serpente (símbolo do pecado e do mal) e a mulher (símbolo do seu povo, sua igreja), separando assim um do outro. Eis o plano da Redenção. Separar o homem do pecado. Aniquilar sua natureza pecaminosa e instaurar a natureza justa e santa de Cristo.

Este método do Pai também se aplica a tudo o mais que diz respeito a nossa vida. Quantos não estão prontos a dizer que sua vida é um “caos”? Os problemas que se avolumam, os transtornos que nos perseguem, as tempestades furiosas da luta pela sobrevivência e busca da felicidade. Tudo isso é caótico. Mas o mesmo Deus que trouxe ordem ao mundo nos seis dias da criação, o mesmo Cristo que deu a vida para extinguir o caos do pecado, esse mesmo traz calmaria para a nossa vida conturbada. 

Cristo é nosso Pai pela criação, é nosso Pai pela redenção, e é nosso Pai cuidadoso disposto a resolver os problemas e garantir a vitória. Entreguemos tudo em suas nas mãos, assim Ele poderá transformar uma situação de caos em momento de ordem e paz. Assim como um dia acalmou a tempestade para alívio dos discípulos, da mesma forma pode fazer surgir a bonança de paz em nossas vidas.


Centro de Pesquisas White

3 janeiro, 2008

Você não sabe o que é o Centro de Pesquisas White? É um complexo destinado a disponibilizar o material literário de Ellen White para o público Adventista. Além disso, o Centro se empenha em preparar material de pesquisa para assuntos controversos da Bíblia e Espírito de Profecia, bem como também respostas apologéticas para os ataques de dissidentes.  

Hoje existem 16 centros espalhados pelo mundo e graças a Internet é possível consultar esse material via site, visite.


Feliz Ano Novo

2 janeiro, 2008

Para começar o ano resolvi postar aqui para reflexão o texto da primeira meditação de “Maranata!”. Para quem não sabe “Maranata!” é uma coletânea clássica de textos de Ellen White, cuja finalidade é dispor material para as meditações matinais de cada dia do ano.

A expressão Maranata vem do aramaico, encontramos ela nos escritos de Paulo e no Apocalipse, seu significado exprime a esperança dos cristãos na breve volta de Cristo, em português significa “Senhor, vem”.

Promessa Cumprida 
“Vindo … a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, …para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Gl. 4:4

A vinda do Salvador foi predita no Éden. Quando Adão e Eva ouviram pela primeira vez a promessa, aguardavam-lhe o pronto cumprimento. Saudaram alegremente seu primogênito, na esperança de que fosse o libertador. Mas o cumprimento da promessa demorava. Aqueles que primeiro a receberam, morreram sem o ver. Desde os dias de Enoque, a promessa foi repetida por meio de patriarcas e profetas, mantendo viva a esperança de Seu aparecimento, e todavia Ele não vinha. A profecia de Daniel revelou o tempo de Seu advento, mas nem todos interpretavam corretamente a mensagem. Século após século se passou; cessaram as vozes dos profetas. A mão do opressor era pesada sobre Israel, e muitos estavam dispostos a exclamar: “Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão”. Ezeq. 12:22.

Mas, como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança. Mediante os símbolos da grande escuridão e do forno de fumo, Deus revelara a Abraão a servidão de Israel no Egito, e declarara que o tempo de sua peregrinação seria de quatrocentos anos. “Sairão depois”, disse Ele, “com grandes riquezas”. Gên. 15:14. Contra essa palavra, todo o poder do orgulhoso império de Faraó batalhou em vão. “Naquele mesmo dia”, indicado na promessa divina, “todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito”. Exo. 12:41. Assim, nos divinos conselhos fora determinada a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela hora, Jesus nasceu em Belém.

Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho”. A Providência havia dirigido os movimentos das nações, e a onda do impulso e influência humanos, até que o mundo se achasse maduro para a vinda do Libertador. … Então veio Cristo, a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. Ninguém, senão Cristo, pode remodelar o caráter arruinado pelo pecado. Veio para expelir os demônios que haviam dominado a vontade. Veio para nos erguer do pó, reformar o caráter manchado, segundo o modelo de Seu divino caráter, embelezando-o com Sua própria glória. – DTN, 23 e 27.


Lições da Criação I – A Luz

20 dezembro, 2007

“E disse Deus: Haja luz. E houve luz.” Gn 1:3

Este Deus que fala na criação é o próprio Cristo, a quem João chama de o Verbo, semelhante a Deus e sendo Ele mesmo Deus. João também diz que todas as coisas foram feitas por meio dEle e sem Ele nada do que foi feito se fez. Portanto, Cristo disse “Haja luz” e houve luz. (Jo 1:1, 3) 

Em João encontramos também Cristo falando de Si mesmo “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 8:12). Antes de fazer incidir a luz na criação a Terra era sem forma e fazia, e havia trevas sobre a face do abismo. De forma semelhante é a condição do homem hoje. A vida de muitos não tem sentido algum, sem forma, andam desesperados à procura de algo, mas não sabem o quê.

Vivem ansiosos e sofrem com isso. São vazios no caráter, pois não encontram uma referência moral no mundo, ainda que tenham uma vaga noção do é certo não experimentam o princípio do amor que legitima as boas ações.

Estão em trevas, sem respostas, ou em meio a trilhões de respostas, sem saber a qual dar razão. Estão num mar de escuridão, sem bússola e sem estrelas para guiar.

Mas, assim como o Espírito pairava por sobre a face do abismo antes da semana da criação, assim paira Ele sobre nosso abismo de trevas. O Espírito, nosso Consolador nos direciona a Cristo, vive instando conosco “este é o caminho, segui por ele”. Quem é o caminho senão Cristo? Quando chegamos a Cristo, enviados pelo Espírito, ouvimos então “Haja Luz”, e num instante as trevas começam a dissipar-se, e à medida que vamos contemplando o Filho de Deus com mais fulgor a luz brilha.

Nossa vida começa a ganhar forma, começa a ganhar sentido. O vazio é preenchido pelo amor de Cristo, o amor dEle nos completa, enriquece nosso ser. As respostas surgem, o conhecimento amplia-se, não estamos mais perdidos. É o início da criação, morre o velho eu e nasce um ser novo, uma nova criatura.

Cristo é nossa luz, e no momento em que somos iluminados por Ele, passamos a ser luzeiros neste mundo tenebroso. “Vós sois a luz do mundo” diz Cristo, os filhos devem ser semelhantes a Ele. Isso é a salvação, a impressão do caráter de Jesus na natureza humana, a implantação de sua justiça em nosso coração.


Aniversário do Renato

13 dezembro, 2007

Este último Sábado, 8 de dezembro, foi outro dia muito especial. Antes, fiz uma homenagem à Bruna, agora chegou a vez do Renatinho.

Neste dia ele fez dois anos de idade, com muita saúde e vigor, graças a Deus.  

Nós, os pais, estamos muito contentes por nosso filhinho. Ele é mais uma alegria em nossa vida, em parceria com a Bruna. 

Que Deus continue o abençoando, que cresça cada vez mais forte.  

Feliz Aniversário Renato, muita paz e amor para você.


Batismo de nossa filha

4 dezembro, 2007

Este último Sábado (1-12-2007) foi um dia muito importante. Por volta das 9/10 horas batizou-se, na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Tatuapé, a nossa filha Bruna Alves Xavier. Já a algum tempo ela vinha se dedicando as atividades da igreja, filiou-se aos Desbravadores e praticamente congrega em duas igrejas de localidades diferentes.

Quem oficiou o batismo foi o pastor Stina, que pelo que notei é o pastor preferido dela. Foi uma reunião muito agradável e norteada por momentos emocionantes, um deles foi o do próprio batismo, todos puderam ver as lágrimas de nossa filha escorrerem pela face enrubescida, enquanto o pastor proferia as palavras e apresentava-a à igreja.

Minha esposa não pode assistir ao evento, mas queria muito, e sei que a Bruna também queria muito ver a mãe ali, presenciando um momento tão importante da carreira cristã. Mas o que importa mesmo é que a Bruna tem o forte apoio dela, que em momento algum se mostrou indiferente à decisão da filha.

Estamos com você Bruna, e mais, Cristo cuida de ti lá de cima, pleiteia por ti no Santuário do Céu. Que o Espírito Santo lhe encha de força e ilumine teu entendimento para que possa discernir o caminho que está a tua frente.

Que a paz de Deus seja contigo. Parabéns.


Meditação – Descanso Vital

29 novembro, 2007

Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Mt 11:28 

Comumente se diz que vivemos em dias muito difíceis, e que no passado as coisas eram mais fáceis e melhores. Puro engano. Cada época traz suas dificuldades e problemas e a máxima de Salomão que diz “não há nada de novo debaixo do Sol” pode muito bem ser aplicada hoje como o foi a milênios passados.

Quando Cristo veio primeira vez, a Judéia era uma província romana. O povo judeu tão orgulhoso de sua condição de “escolhidos” sentiam-se ultrajados e humilhados por serem governados por uma nação de costumes adversos.

Fora isso, esse mesmo povo sofria as agruras de seguir a religião formalista dos fariseus. O farisaísmo embora apoiado nos escritos de Moisés e dos profetas, de forma alguma era fundamentado nos princípios dos mesmos. Era uma religião legalista, cheia de regras de conduta que tornavam a vida um enfado.

A multidão que ouvia Jesus no episódio do sermão do monte era composta em sua maioria por esses judeus sofredores. Pessoas que não enxergavam mais um futuro promissor, pessoas abatidas pelas vicissitudes da vida. Eram pessoas que se sentiam muito cansadas. Não um cansaço físico, embora muitos trabalhassem em condições desumanas, mas um cansaço espiritual. Uma fadiga mental, que consumia o espírito, desgastava a alma.

Imagine agora o efeito dessas palavras de Cristo “vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. Este convite do Mestre inspirou novamente confiança naquela multidão cuja auto-estima desfalecia. A promessa proferida fez surgir nova vida, novo fôlego. Cristo falava com autoridade indubitável, isso tornava suas palavras poderosas, fonte de vida. 

Quem hoje não vive cansado ou oprimido, sobrecarregado de cuidados. Carregando nas costas o peso das exigências sociais, uma bagagem de injustiças. Carregam também o peso da culpa, da incerteza, do medo do futuro. A estes, Cristo repete o convite “vinde a Mim”, e garante a promessa “Eu vos aliviarei”. Lancemos sobre Ele nossas dores, nossas cargas, lancemos toda a nossa ansiedade (I Pe 5:7), porque Ele tem cuidado de nós.

O Filho de Deus nos garante um descanso que não pode ser encontrado em parte alguma, a não ser nEle. Um descanso vital que reabilita o corpo, a alma e o espírito, e nos transforma em novas criaturas.